quinta-feira, junho 30, 2005

Textos comentários

Texto n.º 1:
Anonymous said...
Esta proposta tem várias vantagens:
- Mais operacionalidade da gestão;
- Redução das despesas;
- Dar aos AH oportunidade de mostrarem o que valem.

Haverá AH suficientes para os lugares de Directores?
Indispensável a criação de um código de ética.
11:54 PM
Texto n.º 2:
Vivóporto said...
Ainda bem que é posta a questão se há AH suficientes para os lugares de Director. Já me tinha ocorrido também essa questão o que me leva a equacionar mais uma vantagem da minha proposta: a valorização do curso de Administração Hospitalar e a justificação da existência da ENSP também ela últimamente desvalorizada pela desvalorização dos AH e da carreira. Poderá ser (este) um argumento que tenha algum peso no MS e no Secretário de Estado da Saúde e um factor que poderá levar muito boa gente a procurar tirar o Curso de Adm.Hospitlar. Ganharíamos todos. Nós AH porque passaríamos a ser mais, ganharia a ENSP, em prestígio e em nº de alunos, ganharia o MS, que passaria a dispor de um naipe qualificado de gestores especialmente preparados para gerir os hospitais e dispondo de alguma margem de livre escolha dentro de uma lista (dos AH integrados no quadro único) e melhoraria necessáriamente a qualidade dos AH (pelo nº, pelo «mercado interno» gerado por uma bolsa de AH, etc.), o MS resolveria de vez o problema sempre delicado da pressão das concelhias ou das distritais do Partido. Mesmo que num sistema destes o MS escolhesse propor apenas AH do Partido do governo, ainda assim os AH e a carreira sempre teriam muito a ganhar relativamente à situação actual. Co algumas excepções, que infelizmente jás houve e haverá, julgo nós AH em geral não temos tido problemas a trabalhar com colegas em lugares de destaque, quer como Directores quer como Vogais nos CA. Para os maus casos, que, repito, os tem havido, aí sim entraria o Código de Ética que poderia vir a penalizar o colega prevaricador que não respeitasse os colegas e/ou desprestigiasse a carreira com a sua conduta.
Texto n.º 3
Vivóporto said...
Julgo que pelo menos uma Comissão Médica e uma Comissão de Enfermagem impor-se-iam, ainda que com novas funções e prerrogativas que lhe permitam ter uma palavra importante (com eventual direito a veto em domínios precisos da actividade clínica e de enfermagem)no planeamento e no funcionamento das respectivas áreas em articulação muito estreita com o Director Geral. Tudo com base numa actividade rigorosamente planeada da gestão com um Plano Anual de Gestão do Hospital que deve obrigatoriamente integrar entre outros o Plano da Actividade Médica e o Plano da Actividade de Enfermagem, aprovados pelas respectivas Comissões e posteriormente negociados com o Director Geral quanto à sua inclusão no Plano Global. É bom de ver que o Director Geral, aliás, como já referia Manuel Barquín,um dos grandes teóricos da Gestão Hospitalar, deve começar por ser um grande diplomata (era bom acrescentar uma disciplina sobre regras de negociação diplomática, no curriculum do Curso de AH na ENSP).
Parece-me que o quadro único seria de manter. Talvez não se justifique manter, isso sim, é o sistema de lugares por classes nos HH. Os HH EPE parece-me deverão prever no respectivo mapa de pessoal-peça obrigatória também nas empresas privadas-lugares de AH a contratar (CIT) em regime de Comissão de Serviço. Os directores adjuntos seriam propostos à Assemnleia pelo Director Geral com base na livre escolha mas condicionada aos AH de carreira integrados no quadro único. Em caso algum os lugares de direcção intermédia poderiam ser exercidos a não ser por AH.
Quanto aos demais órgãos sem prejuízo de um ou outro a prever já nos Estatutos dos EPE deveria dar-se aos HH EPE a máxima liberdade organizacional interna.
Texto n.º 4
MP o Vizinho
Já percebi que o Xavier é contra o modelo PPP para os novos hospitais (facto que não me permite candidatar ao prémio nobel). Gostava era de saber 2 coisas:
1º) Como propunha construir, na situação actual das finanças públicas, estes hospitais ou não os considera necessários.
2º) Tem mais algo a acrescentar ao debate sobre a evolução do processo dos PPP (já que este parece ter bastante cobertura política para continuar) ou vai apenas continuar a lançar o alarme sobre a privatização do SNS e a fazer a denúncia de "graves" irregularidades processuais que tendem naturalmente a beneficiar o papão Mello e a prejudicar os outros pequenos desgraçados (entre os quais o BES que é insuspeito de obter favores dos nossos governantes).
Quando escrevo acrescentar falo de como regular, como vigiar, como avaliar,.....

P.S. O Xavier tem a certeza que "...pelo facto de os concorrentes terem entregue propostas com uma data de início de actividade diferente..." esta situação "... configura, por si só, fundamento suficiente para a anulação do Concurso Público do H de Loures." ?
6:35 PM
Texto n.º 5
AVELINO said...
As perguntas nom som para mim, mas certamente o meu caro MP, o vizinho nom se importará que palpite.
1 - A situaçom das finanças púvlicas releba tanto para a construçom só púvlica como para as PPP. Isto porque o custo de construçom e equipamento de um hospital corresponde a pouco mais de um ano dos custos de funcionamento do mesmo, ou seja por um ano (no máximo dois) em que nom haja hospital, o Estado poupa (deixa de gastar) o necessário para o construir - sim, porque as PPP pressupõem que o Estado bá pagar os serbiços que benham a ser prestados ou entom...pagam os utentes o as empresas podem falir...
2 - As PPP só se justificam como hipótese, ou seja, identificada a necessidade de um hospital (nobo ou remodelado) o Estado calcula por quanto consegue fazê-lo sozinho (o comparador púvlico) e explorá-lo sozinho. Admitindo a hipótese de este ser feito em PPP, avre concurso no sentido de "perguntar" aos interessados se fazem melhor ou mais varato. Se sim, consuma-se a PPP, se nom, o Estado abança sozinho.

Anunciar que bai haber 5, 6 ou 30 PPP é asneira. Anunciar que pode haber ATÉ 5, 6 ou 30 é discutibel em funçom dos estudos de necessidades e disponivilidades (nom só financeiras como de recursos humanos), mas pode ser aceitábel.
Finalmente se os custos das propostas nom forem comparábeis entre si como poderom ser com o comparador púvlico? Como se pode tomar uma decisom séria nestas circunstâncias.

A nom ser que o ovjectibo único seja a avertura do "mercado" aos pribados. Aí ... é só escolher entre eles ou mesmo deixar que façam partilhas!
loures entrar em funcionamento.
10:58 PM
Texto n.º 6
carlagomes said...
Todos os comentaristas anteriores se preocuparam em analisar o problema das PPP esgrimindo argumentos de carácter técnico.
Acontece que o recurso às PPP é de ordem política. Estritamente polítiva.
Para contornar o problema dos hospitais ingovernáveis, dominados pelo corporativismo, nada melhor do que fechar velhas unidades e abrir novas a funcionar segundo regras capazes de dominar o poder dos sindicatos e de toda a espécie de corporações.
A estratégia para conseguir estes objectivos é o recurso à Gestão Privada com todos os riscos inerentes a esta decisão mas , apesar de tudo, mais benevolentes do que os da situação anterior.
12:37 AM
Texto n.º 7
AVELINO said...
Ricardo: (grande frango aquele com o Luisom...)
Estamos de acordo (no essencial que é o que debe contar)
Relativamente a algumas "nú hances" debo dizer o seguinte:
a dificuldade financeira principal nom se prende com os custos de construçom mas antes com os de exploraçom.
Concordo que a construçom pode (debe) ser separada da exploraçom.
A bantagem deste modelo duplo (duas parcerias autónomas - uma para a construçom e outra para a exploraçom) é de ser mais flexíbel (faz o Estado, explora o pribado, ou, faz o pribado e explora o Estado) e permitir uma maior fiscalizaçom do cumprimento do(s) caderno(s) de encargos. Ou seja, se fôr um pribado a explorar (nom me perguntem porquê - a resposta nom seria simpática - mas sempre que é o Estado a coisa corre mal) de certeza que só iniciaria a sua tarefa depois de corrigidos ebentuais desbios ao projecto, falhas e desadequaçons da construçom.
Para mim nom releba se quem explora é púvlico ou pribado deste que presta um vom serbiço a custos aceitábeis - principalmente se for um pribado pois tal só se justifica se houber ganhos manifestos face à soluçom exclusibamente púvlica.
O provlema coloca-se na capacidade de fiscalizaçom e controlo por parte do Estado - lemvro que há um gabinete de acompanhamento para cada uma das pontes sobre o Tejo e que a sua exploraçom é de fiscalizaçom vem mais simples do que a de um hospital!

À nossa simpática Clarinha apenas referir que os aspectos políticos são relebantes (e referidos na parte final do meu comentário anterior), as opçons legítimas desde que claramente assumidas e executadas com rigor e consistência, senom (e como refere o Xabier) mais bale o ajuste directo que seria (neste caso) mais transparente e varato.
A ingobernavilidade dos hospitais é (quase) um facto mas se o caminho é o que afirma, entom a pribatizaçom dos actuais SA tamvém resolberia (opçom avandonada pelo actual Goberno)

E, nom esqueçam, tá a labar as maozinhas!
10:48 AM
Texto n.º 8
MP, o Vizinho
Avelino, penso que a maioria dos hospitais programados têm como objectivo substituir unidades actuais (na totalidade ou parcialmente), com o recurso aos profissionais dessas unidades. No entanto, penso que tem alguma razão ao negligenciar a situação das contas públicas neste debate. Afinal o próprio estado tb podia criar um "project finance" para financiar a construção dos hospitais.

Sendo assim, penso que carlagomes tem razão ao afirmar que a decisão sobre o modelo PPP é essencialmente política. Quanto à qualidade da decisão política não me considero muito habilitado a comentar, apesar de ter visto alguns comentários interessantes como a questão da inclusão da prestação de cuidados de saúde ou os problemas de fiscalização.

Quanto ao processo real que temos a decorrer em Portugal penso que tem sido mal gerido.
No período do LFP houve muita pressa e alguns erros (resultado da rapidez ou da falta de competência dos responsáveis?), nomeadamente nos cadernos de encargos e na avaliação das propostas (seleccionar concorrentes que mostram não estar interessados apenas porque podem ter uma avaliação da proposta acima de outros é estar a minar o processo e a desacreditá-lo).
Com o CC temos muita confusão e indefinição. O CC decide que continua o processo mas parece que está a avançar contrariado. Acredito que haja muita coisa nos concursos já iniciados que o CC não concorde mas como ministro não será sua responsabilidade gerir da melhor forma os processos em curso deixados pelo seu antecessor?

Texto n.º 9
Anonymous said...
Meus caros Administradores Hospitalares
O problema é que a escola de Correia de Campos há muitos anos que se transformou numa escola onde o objectivo é arranjar tachos para os amigos e deixou de se orientar por critérios de competência de capacidade de aprendizagem e de rigor. Ali qualquer bicho careta é admitido, basta ter uma cunha e seja qual for a sua formação de base. A avaliação do curso é aquilo que se sabe. A minha experiência no contacto com AH diz-me que se os há bons - e há -, muitos são uns coitadinhos. O estatuto de privilégio de que tanto se fala devia também acabar para os administradores hospitalares que são colocados em vagas nos hospitais mas cujas tarefas são pouco mais do que as de simples funcionários administrativos, não chegando mesmo aos calcanhares de alguns chefes de secção. Mas são dos poucos que até recebem despesas de representação. A APAH está no seu direito de defender os seus membros, mas, por amor de Deus, sejam sérios e não venham dizer que só os AH são capzes de gerir os estabelecimentos de saúde, nomeadamente os hospitais. Afinal não são serviços públicos como outros? Não são organizações como outras (públicas ou privadas)? Então um gestor, um economista, um engenheiro, um jurista, etc. não é capaz de gerir um hospital? Então o que fazem as nossas Universidades? Um recém licenciado, admitido na ENSP onde faz uma pós-graduação, sem experiência profissional, etc., ect., é mais competente do que um licenciado ou mestre que fez a sua formação superior, que tem uma, duas ou três dezenas de anos de experiência, mas que não é AH? Sejamos honestos e digamos que de todos os nomeados deviam, ser publicitados os currículos para se ver com que critérios as escolhas estão a ser feitas.
Mas. não admira, porque afinal mesmo nos cargos de Secretários de Estado abundam os exemplos de nomeações dos chamados jotas dos partidos acabados de sair das escolas.
Vejamos, de resto o que se passa actualmente na Assembleia da República: os líderes ainda usam fraldas (?)!
O problemas, meus senhores, é que o anterior Ministro, com a nomeção de gestores (nem todos competentes, é verdade) para os Hospitais (e não apenas os SA's, como em Santa Maria) foi mexer com muitos interesses. Médicos a dirigir hospitais depois de anos de defesa corporativa, de contactos com fornecedores, etc., será, certamente, a evolução na continuidade. Mas é isso que o actual Governo persegue. Quem paga somos nós, os utentes e contribuintes. E os AH, aí estão a voltar ao seu papel de burocratas, (ajudantes de Directores) que só servem para assinar papéis. A gestão não é coisa de que se ocupem.
2:29 AM
Texto n.º 10
Anonymous said...
Concordo inteiramente com a análise anterior.
É pena o PS não ter um profissional como o Luís Filipe Pereira para por à frente do Ministério da Saúde.
A equipa do Correia de Campos, até à data, apenas tem demonstrado capacidade de macaquear as medidas da política de Saúde seguidas pelo LFP.
Antevê-se um colossal fracasso com esta política do CC.
1:22 PM
Texto n.º 11
Vivóporto said...
Ora, aí está. O nível dos AH seria tanto melhor quanto melhor fosse o nível dos licenciados que fossem admitidos para o curso de AH. Se a carreira for estimulante, se a ENSP tiver os melhores professores (e estes, se o nivel dos AH for elevado, com o tempo também poderiam ser muito melhr do que são hoje). O facto de poder haver potenciais bons AH fora da carreira de AH não invalida a razão de ser da carreira, pelo contra´rio, apenas reforça a sua necessidade e a necessidade da sua revalorizaçção. Certamente, muito se lembram que o José Manuel Pureza, hoje brilhante Professor da Faculdade de Economia de Coimbra, com curriculum invejável em vários domínios (militância na Juventude Universitária Católica, ex-dirigente, pós-25 de Abril, do DADC, da UEDS, etc.etc.) foi admitido na ENSP,onde ainda chegou a frequentar o Curso de A. JMP optou, logo depois de ter iniciado o Curso pela carreira universitária, tendo sido assistente de Jorge Campinos. Pergunto, se o JMP tivesse optado pela AH não seria um bom AH, provavelmente também um bom professor da ENSP? Certamente que sim. Como ele, há certamente muitos que poderiam vir a ser AH, bons AH e bons professores de AH. A valorização da carreira seria um factor de atracção para toda essa gente. Que vão para a ENSP, que tirem o curso, que mostrem o que valem, teóricamente e na prática, como todos nós, ou pelo menos a grande maioria já terá demonstrado. Há muita boa gente que tira um Curso de Direito e nunca dará um bom gestor hospitalar, há bons médicos, bons economistas, etc. que nunca seriam bons gestores, assim como há anafalbetos que o poderiam vir a ser. Um dos maiores comerciantes de cereais na minha aldeia não sabia ler nen escrever. Também poderia dar um bom AH ? Terá de haver seempre algum critério, terá de haver sempre meio de identificar os bons gestores. Mas tem de haver alguma coisa. Não pode é pensar-se que a identificação de um bom gestor é feita a olho, por um qualquer político iluminado ou pela concelhias ou pelas distritais dos partidos. Se os crivos já testados de recrutamento e selecção para a ENSP forem bons, se a ENSP for uma escola de elite, certamente que os AH são bons. Salvo prova em contra´rio, os AH que temos são os melhores gestores que há. Querem melhor, certamente que é possivel faze-lo, mas isso não é caso, repito, para deixar de se defender que a carreira deve existir, que a ENSP os deve formar, que os Hospitais devem ser administrados obrigatoriamente por AH específicamente preparados para isso na Escola Nacional de Saúde Pública.
8:38 PM
Texto n.º 12
Anonymous said...
O Dr Rui Nunes tem uma posição que faz todo o sentido. A falta de convicção do anterior ministro na criação de uma entidade reguladora da saúde era mais do que evidente. O actual ministro não tem uma posição clara sobre o que deve ser, e não deve ser, esta entidade reguladora da saúde. E a verdade é que o Dr Rui Nunes tem dado uma visão da ERS como uma sofisticada caixa de reclamações sobre o sector da saúde, o que é claramente redutor. Não se lhe conhece uma opinião sustentada sobre a "empresarialização" dos hospitais, ou sobre as parcerias público-privadas, ou sobre outra coisa qualquer. Aliás basta consultar o que tem sido a actividade da ERS, em http://www.ers.min-saude.pt.

Seria no entanto pena que caso o Dr Rui Nunes saia da ERS, a ideia de uma entidade independente de regulação do sector seja abandonada, já que o Estado tem demasiados interesses conflituantes (prestador, financiador, regulador das suas relações contratuais com privados).
Texto n.º 12
Anonymous said...
DEZ SOLUÇÕES PARA CONTROLAR O DEFICE DO SNS

1.Contrato de Gestão ( 3 anos ) com equipas de gestão comprometidas pessoal e profissionalmente com os resultados
2.Planeamento e gestão estratégica como base de decisão
3.Transparência ( indicadores financeiros, de rendimento, actos de gestão e actas do CA disponíveis online )
4.Responsabilidade ( permanência nos lugares dependentes da performance )
5.Outsourcing ( publicação online de preços acordados e respectivo ranking de preços ( hotelaria, mcdt e outros )
6.Centrais de compras ao nível Central e/ou ARS
7.Acabar com as horas extraordinárias e horários acrescidos até final de 2006
8.Acabar com os HH de nível 1 e gestão de hospitais isoladamente ( agregá-los em Unidades Locais de Saúde ( base mínima - 200000 habitantes), até final de 2006.
9.Serviços de Emergência / Urgência ( equipas médicas fixas permanentes)
10.Acessibilidade ao médico de família ( organizados em equipas ) das 9 às 19h / 6 dias semana
7:52 PM
Texto n.º 14
Anonymous said
António Correia de Campos não sabe, claramente do que fala. Fez um curso de Administrador Hospitalar em Paris há muitos anos e esqueceu-se que desde então tudo evoluiu (menos ele). O Estado Social com que o PS gosta de encher a boca mudou muito. Hoje os cidadãos já não ficam pacatamente à espera das esmolas do Governo. São mais exigentes. E a centralização nas ARS's ou em qq U Missão é asneira pela certa. Depois convém olharmos para os nomeados. Pelos vistos são muito competentes porque são médicos de clínica geral. De gestão pouco consta dos seus currículos.
No tomada de posse dos presidentes das ARS's (só Boys, até de nome Zorrinho) foram assinadas as "cartas de compromisso" mas que ninguém sabe o que são. Então não devem ser divulgadas para que os cidadãos saibam os compromissos assumidos pelos nomeados? São secretos? Mas não são os cidadãos os destinatários da acção dos serviços que se comprometem a prestar? Assim, nunca saberemos se quem foi nomeado está a cumprir. Só o Ministro o saberá e ... obviamente ... tem sempre a possibilidade de manter os seus amigos mesmo que incompetentes.
12:52 PM
Texto n.º 15
Anonymous said
É claro que nas próximas eleições autáquicas,e nas presidenciais, o Partido Socialista vai descer significativamente a percentagem de votos obtida nas eleições legislativas.
Isto por uma unica razão:o Partido Socialista tem vindo a defraudar a vontade de mudança da maioria dos seus votantes.
Porque é que o povo portugues conferiu maioria absoluta ao Partido Socialista?
Porque é que o PR demitiu o governo PSD/PP?
A resposta é, para quase todos clara:face á situação global do país impunha-se MUDAR...
O que tem feito o PS? ...mantêr!
Se analisarmos a situação só na área da saúde o que vemos? --- os mesmos CA,s do tempo do PSD/PP e com uma vantagem:nesta altura julgam-se insubstituíveis:são CA,s nomeados por critérios políticos por um governo PSD/PP que se mantêm apesar de o seu partido ter perdido estrondosamente as eleições!
Assim...sou dos que votou PS...mas votarei num Isaltino qualquer pois, quaisquer que seja o resultado das eleições são eles que continuarão a mandar.
Pobre Partido Socialista ...o vosso medo traiu o povo que vos elegeu.
11:58 AM
Texto n.º 16
Anonymous said...
Tenho ideia um pouco diferente sobre os CA's dos hospitais. Fotam já substituídos os rapazes do PSD/PP pelo Boys do PS. Com excepção dos caos em que, como em Sta. Maria da Feira, Matosinhos, etc. os que lá estavam já eram Boys socialistas. Vejam que em Lisboa saíram os GESTORES do HEM, HSC, HSFX, HSM para dar lugar a ADMINISTRADORES (ha diferença nas funções) do aparelho PS/Correia de Campos/ENSP. O que se está neste blog a defender não é exactamente a nomeação de clientes políticos e corporativos? AH e socilistas?
Quanto a eleições, o Povo tem sempre aquilo que merece. E os políticos sériso, honestos, com espírito de servir o país há muito que rareiam. Cada vez mais os que vão para a política vão para se servirem. Já viram onde estão os Pina Moura, Disas Loureiro, D. Barroso, A. Guterres, e até agora o A. Vitorino? Estão a servir a quem? Ao país?
E o actual primeiro ministro tem ou não tem fortes interesses em negócios com Angola? Quando saem do Governo vão todos para onde?
12:36 PM
Texto n.º 17
Anonymous said...
Vamos lá ser claros:
Os «boys» não aqui a reclamar por lugares.Alás, os «boys» estiveram calados mais de dois anos (o reinado de LFP)em que, só de uma assentada foram substituidos 31 CA,s cujo unico critério de selecção foi o da conexão politica.
Os «boys» estão a reclamar (e isto é só o inicio)pelo seguinte:
1º-Pela ausência de um critério transparente de competência para a nomeação dos CA,s por CC;
2º-Porque foram reconduzidos CA,s cujo unico critério de nomeação foi o da conexão politica com o PSD/PP.Os «boys» reclamam porque entendem ser imoral reconduzi-los quando o povo portugues deu maioria absoluta ao PS, numa clara demonstração de vontade de mudança;
3º-Os «boys» reclamam ainda porque esses CA,s (nomeados por LFP e reconduzidos por CC)usufruiram e continuam a usufruir do salários e mordomias nunca vistas no SNS;
4º-Os «boys» reclamam porque esses CA,s encheram os hospitais de boys e girls laranjas, muitos deles sem o minimo de formação para exercerem as funções que lhes foram atribuidas, a ganharem chorudos ordenados;
5º-Os «boys» reclamam ainda porque muitos desses CA,s afastaram liminarmente os AH das funções que lhes estavam atribuidas, pelo «simples» facto de serem AH;
6º-Os «boys» reclamam porque esses CA,s colaboram com LFP numa politica de marketing,de numeros pouco reais (como o próprio CC reconheceu na campanha eleitoral);
7º-Os boys reclamam porque quem está pagar esta atitude de «camaleão» são os doentes e, em ultima análise, o povo portugues;

Repete-se, os «boys» não reclamam por«lugares» mas sim por justiça...
5:10 PM
Texto n.º 18
Vivóporto said...
Também por aqui se reforças a minha ideia de que mais do que criar HH EPEs, por variadas razões, fáceis de explicar, o ideal seria criar antes Unidades Locais de Saúde EPEs. Haveria menos CAs para nomear, estes podiam ser nomeados com base na confiança política e como «compromisso» deixavam-se os hospitais e os Centros de Saúde se geridos por profissionais de gestão: AH e Administradores de Saúde, todos a nomear por concurso à semelhança o que irá suceder com os lugares de Chefe de Divisão, Directores de Serviço e Sub-directores gerais, obrigatorimente dentre profissionais específicamente habilitados (nos casos dos AH: AH de carreira)
Isto é mesmo de bradar aos céus! Como socialista que sou não posso compreender que num texto que é público se fale dos ex-alunos do Ministro como sendo "a sua gente". Mas será que os AH que não são do meu partido também fazem parte "da sua gente" Sr. Ministro?!
Acho que devia haver decoro e que em associação com a revista da APAH (não sei se o texto vem publicado nela) fica muito mal aquilo que aqui se escreve. Ou será que o que se procura é exactamente o efeito contrário? Se calhar sou eu, que não fui aluno de Correia de Campos (graças a Deus) que estou a fazer uma leitura errada. Como permite, de qualquer modo, a Direcção da APAH uma coisa destas?
NA VERDADE, EM NENHUM SERVIÇO PÚBLICO SE CONHECE TAMANHA DESFAÇATEZ COMO ESTA DE SÓ OS DITOS AH (DA ENSP/CORREIA DE CAMPOS)SE AUTO JULGAREM OS ÚNICOS COM DIREITO (CAPACIDADE?) PARA SEREM DIRIGENTES DE ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE).
E para terminar: como se explicaria que num texto sério e honesto (o que este certamente não é) se apelasse à nomeação de AH que estão(?) na prateleira e logo de seguida se apele à redução do número de lugares dos CA?
Texto n.º 19
Vivóporto said...
Em França, as intenções do Ministro da Saúde, são estas, relativamente à Gestão dos Hospitais (peço desculpas a quem não sabe francês, embora com um conselho, estão em boa altura de aprender):

Gouvernance des hôpitaux publics
Les propositions de Jean-François Mattei
27-06-2003 - Réunissant hier l’ensemble des acteurs du monde hospitalier et les partenaires sociaux, le ministre de la Santé a présenté ses nouvelles propositions pour moderniser la gouvernance des hôpitaux. Une réforme est attendue pour la fin de l’année.

« L’hôpital de demain ne se fera pas sans les hospitaliers. J’ai exposé mes propositions, et je vais maintenant rencontrer individuellement chacun des acteurs. J’attache une grande importance à la concertation et à la négociation », a assuré Jean-François Mattei. Le ministre a cependant précisé qu’il souhaitait inscrire cette réforme dans le tempo parlementaire de fin d’année. « Il ne s’agit pas de forcer outre mesure l’allure mais de soutenir un rythme d’évolution qui permettre aux hôpitaux de bénéficier dés l’année 2004 de nouveaux dispositifs de pilotage », a-t-il ajouté. Pour le ministre de la Santé, la réforme de la gouvernance doit obéir à quatre grands principes : clarification des responsabilités, incitation à la contractualisation, réconciliation entre l’administration et les médecins et organisation des centres de responsabilité médicale.
Comité de direction et Conseil d’administration
Le ministre souhaite mettre en place un nouveau Comité de direction qui associerait l’administration et le corps médical. Sa vocation serait d’assurer la gestion de l’établissement sous l’égide du directeur : mise en œuvre des orientations validées par le Conseil d’administration, gestion des ressources et des dépenses, pilotage de l’activité, proposition des nominations des médecins au ministre… Seraient membres de droit de ce comité le directeur de l’établissement, président du Comité de direction, le président de la CME et le doyen dans le cadre d’un CHU. Ces membres de droit devraient choisir au sein de l’équipe de direction et des chefs de « pôle » des membres complémentaires.
Le Conseil d’administration (CA) serait, quant à lui, recentré sur « des fonctions stratégiques, d’évaluation et de contrôle ». Sa composition serait resserrée, autour de 12 à 18 membres, organisées en trois collèges de même importance : un collège d’élus dont le maire de la ville, un collège de personnalités qualifiées nommées par l’ARH et un collège de représentants des personnels de l’établissement. S’agissant de la présidence du Conseil d’administration, le ministre souhaite ouvrir la discussion avec les partenaires. « Je me pose la question de savoir s’il est souhaitable que le maire reste le président du CA. J’ai soumis à la concertation la question de confier la présidence au collège des élus », a précisé le ministre.
Dispositif de sécurité en cas de dérive de gestion
Si l’établissement ne parvenait pas dans son nouveau cadre de responsabilité à prendre les mesures de gestion nécessaires à son équilibre, l’ARH pourrait alors disposer d’un double pouvoir : un pouvoir d’injonction et un pouvoir de suspension. Dans le cadre de son pouvoir d’injonction, le directeur de l’ARH aurait la possibilité de demander au CA d’obtenir du Comité de direction la mise en œuvre d’un plan de redressement. Le directeur de l’ARH pourrait également suspendre les pouvoirs du CA et du Comité de direction en mettant l’établissement sous le régime d’une « administration temporaire ». Cette administration temporaire serait assurée par une sorte de « comité des pairs » regroupant des directeurs et des médecins préalablement nommés dans le statut de « conseillers généraux des hôpitaux ».
Contractualisation interne
L’hôpital sera également encouragé à développer la contractualisation interne entre le « pôle » et le Comité de direction. Sous la terminologie de pôle serait regroupé l’ensemble des organisations actuelles (services, départements ou fédérations). Le contrat conclu entre le pôle et le comité de direction pourrait comprendre une véritable délégation de gestion au responsable du pôle en tant qu’ordonnateur secondaire, ce qui signifie que ce responsable pourrait engager certaines dépenses et recettes. Le responsable du pôle serait un médecin désigné par le Comité de direction après avis de la CME. Il serait assisté dans ses fonctions par un cadre infirmier et un personnel de l’administration. « Si la contractualisation interne est généralisée, on pourra alors envisager l’intéressement individuel et collectif du personnel soignant et non soignant », a souligné le ministre.
Nomination des PH et des directeurs
Le ministre souhaite également simplifier la nomination et la gestion des praticiens hospitaliers (PH) comme celle des directeurs d’établissements. S’agissant des PH, les postes ne seraient plus soumis à l’autorisation de l’ARH mais seraient créés par l’établissement lui-même en fonction de ses besoins et moyens. L’accès à la liste nationale d’aptitude devrait être simplifié. Une fois inscrit sur la liste d’aptitude, tout praticien pourrait répondre à une publication de poste. Un centre national de gestion serait placé auprès du ministre, dont la vocation serait de tenir à jour la liste d’aptitude. Le ministre demeurerait enfin l’autorité de nomination.
Quant aux directeurs adjoints, cadres de direction, ils seraient recrutés directement par le directeur de l’établissement après publication du profil de poste. Pour les chefs d’établissements, les candidatures seraient examinées par le CA après publication de la vacance de poste par le centre national de gestion. L’avis serait transmis par le CA au ministre, qui demeurerait là aussi l’autorité de nomination. Le centre national de gestion assumerait les tâches de gestion opérationnelle : publication des postes, suivi des carrières, évaluation des directeurs d’hôpitaux… La création d’un groupe ad hoc de 200 à 300 personnes serait destinée à alimenter obligatoirement les postes de chefs d’établissement des 200 plus gros hôpitaux de France. Ce groupe serait alimenté par des profils de nature diverse (corps des directeurs d’hôpitaux et candidats externes).
Pouvoir d’alerte des comités internes
Jean-François Mattei propose par ailleurs de conforter les rôles stratégiques des différents comités internes et consultatifs. La CME serait ainsi dotée d’un pouvoir d’alerte en direction du CA, tout comme le Comité technique d’établissement (CTE) La composition de la CME évoluerait vers une représentation fonctionnelle de l’organisation médicale, et l’ensemble des responsables médicaux de pôles en seraient membres de droit. Le rôle et la composition du CTE demeureraient inchangés. Selon le ministre, il serait également souhaitable de limiter le nombre des autres comités internes (CLUD pour la douleur, CLIC pour les personnes âgées, le CLIN pour les infections nosocomiales, le comité des risques, d’hémovigilance, de matériovigilance…). L’organisation et la mission de ces comités devraient être revues afin de simplifier leur fonctionnement.
Joëlle Maraschin
A reter:
1º O sistema de saúde francês é considerado o melhor do mundo (são rankings, é certo, mas quando feitos por entidades credíveis, mais vale estar a ganhar do que a perder. É como as sondagens!)
2º O Conselho de Administração equivale, nas nossas EPEs à Assembleia Geral, com outra composição, embora com poderes similares;
3º O órgão de gestão é singular: o Director do Hospital, que é obrigatoriamente um profissional da carreira de Administração hospitalar formado na Escola Nacional de Saúde Pública de Rennes (a mesma onde o Prof. CC tirou o seu Curso de AH: «os meninos de Rennes», lembram-se?)
4º Vê-se a importância dos «pôles d’activité» que vem de encontro à nossa filosofia dos CRI’s e quejandos. Lá está também (nos CRI's e até nos serviços médicos) o AH (directeur-adjoint, que é um profissional da carreira de AH);
5º Vejam a proposta para a designação dos directeurs-adjoint: «ils seraient recrutés directement par le directeur de l’établissement après publication du profil de poste» (mediante concurso, dentre AH de carreira) ;
6º O lugar de Director do Hospital : por concurso, dentre AH de carreira ; «les candidatures seraient examinées par le CA après publication de la vacance de poste par le centre national de gestion» e posterormente nomeados pelo Ministro da Saúde.
7º Esta proposta vem inserida no chamado Hospital 2007 conjunto de medidas que visam melhorar a performance dos Hospitais em França. A preocupação é melhorar um sistema com provas dadas, que tem cerca de 50 anos. Os franceses são adeptos do Pedroto (grande treinador do FCPorto): em que equipa que ganha não se mexe.

É assim, nos países civilizados.
10:49 AM
Texto n.º 20
lisboaearredores said...
A exigência de uma formação específica faz sentido depois de definidas as funções que serão exercidas. Só assim será possível avaliar da justeza da exigência. Para alguns casos de funções, como gestão de tesouraria ou gestão de stocks, não vejo em que a formação em administração hospitalar se traduza numa vantagem face a outras formações, porventura até mais específicas a esses aspectos.

O que me parece ser excessivo é a exigência que a formação tenha que ser na Escola Nacional de Saúde Pública. Não entendo porque há-de ser esta a única instituição nacional com capacidade de dar essa formação (aliás, as críticas que tenho ouvido à mesma só reforçam a importância de acabar com uma das últimas situações de monopólio de ensino). Definidas as funções que exigem formação específica, ficam também definidas as características de formação - qualquer instituição que tenha a capacidade de a oferecer deveria ter a liberdade de o fazer.

Os actuais AH têm, naturalmente, uma perspectiva que resulta de terem passado pela ENSP, e a defesa da instituição que se frequentou é uma reacção natural, mas a abertura a outras formas de ensinar as mesmas competências poderá ter vantagens a prazo.

Aliás, das actuais formações (mestrados, pós-graduações) disponíveis no mercado, quais são as que consideram válidas?
5:47 PM
Texto n.º 21
Anonymous said...
15 condições para a reforma e afirmação da APAH

1. Afirmar a APAH com parceiro social da saúde, empenhado no bem –estar e saúde dos portugueses
2. Promover a publicação do livro dos administradores hospitalares portugueses organizados por cursos, desde de reines até 2005 – resumo curricular – 1 página por AH – publicação de 1000 exemplares
3. Criar o Observatório Hospitalar Português
4. Prover a publicação de rankings dos serviços de saúde ( exemplos ) :

hotelaria e conforto / performance económica/ performance financeira/produtividade médica/ produtividade de enfermagem/produtividade dos técnicos/performance dos equipamentos de alta tecnologia / produtividade do bloco operatório / produtividade da cirurgia dia/ produtividade dos serviços de acção médica e mcdt/ eficiência logística/qualidade dos resultados/inovação e criatividade de gestão/acessibilidade/satisfação dos clientes externos / satisfação dos clientes internos / ecologia hospitalar/higiene hospitalar

5. Definir perfil e código do administrador de serviços de saúde
6. Avaliar a satisfação profissional do AH/ inquérito anual em parceria com a ENSP
7. Criar a Comissão de Ética
8. Criar o grupo de trabalho de inovação para a gestão e benchmarking da saúde
9. Promover encontros regionais bimestrais de AH em Lisboa, Porto e Coimbra
10. Promover um concurso de ideias para a reforma da Administração da Saúde em Portugal, aberto a toda a população portuguesa – via internet
11. Promover um concurso anual de projectos de inovação de gestão para sócios de APAH, com 25 prémios
12. Criar uma Comissão de Avaliação do desempenho profissional anual / através da análise apreciação de um relatório com o máximo de 6 folhas A4 ( envio do relatório voluntário)
13. Criar um “Newsletter” mensal , em suporte digital e papel – Administração Hospitalar 5000 exemplares- formato A3
14. Propor ao Ministério da Saúde a abertura de concursos públicos para o preenchimento de lugares de CA e os respectivos requisitos e critérios de selecção e de rescisão sem direito a quaisquer indemnização
15. Propor a publicação de legislação que defina e regule a gestão dos níveis intermédios e os requisitos mínimos para o preenchimentos destes lugares em serviços de saúde
1. Quanto a desastre financeiro da gestão da saúde, a de LFP não podia ter sido pior;
2º Pensar-se que gestão empresarial é sinónimo de gestão privada é uma tendência recorrente de imbecis que nada sabem de gestão. É típico dos gestores nomeados pelo LFP;
3º A definição primeira do modelo orgânico-funcional é a pedra base de tudo o resto. A seguir deve equacionar-se que modelo de sistema de informação queremos, que modelo de qualidade, que outros modelos. Antes de se verem as árvores deve começar or ver-se a floresta;
4º A eficiência está no sector privado? Olhe que não, olhe que não! Se o sector público não tem sido eficiente é por causa de todos os Todo-Bons, Vítor Martins, Miras Amarais, Cardonas e outros que tais que têm andado à frente das Empresas Públicas. É por causa também da política de Bloco Central que se criou neste país, de «mercado» e «transfega» nojenta e asquerosa de gestores públicos vindos da gestão privada e vice-vera para recolherem apenas prebendas e mordmias para destruirem o sector público e justificarem a sua entrega ao sector privado. Não era isso que se prentendia fazer com os Hospitais?
5º Não tardará muito vir alguém defender que todos os HH devem ser privatizados. Com uma condição, porém, de terem a clientela assegurada, paga pelos dinheiros dos nossos impostos. É a separação entre o pagador e o prestador, meu caro. Claro, a gente sabe o que isso quer dizer, neste caso;
6º Em Portugal, o sector privado, com raras excepções, é parasita do Estado e da Sociedade. Não gosta de assumir riscos. Porque é que o Belmiro desistiu da Clínica Maia, até agora, que supostamente pretendia ser umainiciativa de risco? Porque é que o Agonia andava sempre a pedinchar convenções?;
7º Na maior parte dos casos Gestão privada é igual a salários baixos, más condições de trabalho, deanatação de cuidados,e, para enganar os papalvos, uma salas de espera todas bonitinhas e quartos de luxo (que alguèm paga). Como se a saúde fossem só condições hoteleiras, tirar com o máximio de conforto umas verrugas e uma hemorróides;
8º Por favor, poupem-nos a alguns comentários!
10:13 AM
Texto n.º 22
Vivóporto said...
Já por duas vezes, que eu tenha dado conta, tem sido aqui posta a questão de saber se a ENSP deve continuar a deter ou não monopólio da formação de Administradores Hospitalares ou, diria melhor, se deve ser apenas o Curso de AH da ENSP aquele a dar aceso à carreira de AH.
Penso que devemos pronunciar-nos sobre este assunto que é importante para o futuro da carreira e da AH em Portugal.
Pela minha parte devo dizer o seguinte:
1º É «uma questão incontroversa e incontrovertível» que os HH devem ser geridos por profissionais com formação específica em Administração Hospitalar, pós-graduada (pós-graduação, mestrados e doutoramentos). Quer no que se prende com a gestão de topo, quer no que se refere à gestão intermédia. Penso que mesmo ao nível da Gestão Financeira, Aprovisionamento, etc. é facilmente defensável a necessidade de haver AH nestas áreas, ainda que pareçam apenas áreas técnicas;
2º Nada justifica, hoje,porém, que o Curso de AH da ENSP deva ser o único a dar acesso à Carreira de AH. Poderia aceitar-se que assim devia ser quando a ENSP era um Serviço Central de Ensino e Investigação do Ministério da Saúde que tinha como função principal, entre outras, a de formar quadros dirigentes para o Ministério da Saúde, em especial AH e Médicos de Saúde Pública (autoridades sanitárias). Hoje, porem, a ENSP, já não pertence ao Ministério da Saúde, mas sim à Universidade Nova de Lisboa. A situação de monopólio que detém parece-me de todo injustificável.
Em síntese:
1. Os HH apenas devem devem ser geridos por profissionais com formação específica em administração hospitalar, de nível pós-gaduado;
2. Estes profissionais devem estar obrigatoriamente integrados numa carreira de administradores hospitalares;
3. A formação e os cursos que dão acesso à carreira devem deixar de ser um monopólio da ENSP e ser alargados a outros cursos, públicos ou privados, a partir de Pós-graduaçao (Pós-graduação, Mestrado ou Doutoramento em Administração Hospitalar).
10:36 AM
Texto n.º 23
Anonymous said...
A gestão dos orçamentos de elásticos
Desde que sou AH que critico a gestão orçamental de elástico tipo mesado do pai sem disciplina e controlo
Esta técnica de quem mais gasta mais recebe de reforço orçamental conduziu ao descontrolo total e ao recurso sistemático ao reforço das verbas da saúde através de um ou mais orçamentos rectificativos anuais

Porque não definir plafonds rígidos por rúbrica.

É escadalosa a forma de financiamento hospitalar através do dilatar vergonhoso do prazo de pagamento aos fornecedores
Horários acrescidos, horas extraordinárias e novas contratações é já a seguir.
Então qual é o problema não há cabimento orçamental, os fornecedores esperam.
Isto é um escândalo , quem paga mal compra caro, muito caro
Porque não criar uma base de dados para cruzamento dos valores de aquisição de produtos de todas as categorias ( medicamentos incluidos )e serviços em outsourcing dos hospitais.
Há valores que podem ir de 3 € por refeição a 7 € e Kg de roupa lavada
e equipamentos, medicamentos dispositivos médicos e material de consumo clínico
Uma base de dados online operacional dava trabalho a 25 AH e traria um poupança de mais de 250 milhões de euros no após um ano
Aprendi que Gestão é a dialética do método, da técnica, do zelo, do bom senso e acrescentei da arte
Precisamos de artistas , inscreva-se já. Mandem o vosso currículo resumido ( máximo 3 folhas A4 ) urgentemente para o Ministério da Saúde
O SNS está arder nós podemos ser os bombeiros de serviço
Mas só o seremos ser formos responsabilizados mediante a assinatura de um contrato de gestão sob compromisso pessoal e institucinal garantindo uma determida performance.
Como foi possível aceitar como politicamente correcto a derrapagem sistemática das contas públicas
Já reparam que há hospitais com 6 profissionais por cama e outros com menos de três profissionais por cama , à distância de 50 Km por auto-estrada.
Alguém estudou este Gap quando se trata de reforço orçamental ou vamos continuar dá cá a listagem das dívidas e tomam lá reforço orçamental ( esta teoria de gestão orçamental não se estuda nas universidades e nem é praticada das famílias )
Aplique-se o modelo das famílias orientadas ( afinal de contas às vezes a 4ª clase chega para aplicar o raciocínio do equilibrio entre receitas e despesas eás vezes até há poupança)
Conheço hospitais em outros países europeus com 2 profissionais ( equivalente a tempo completo) por cama
Senhor professor, aplique aos HH o rigor de gestão das famílias orientadas e que percebem que donde não há não pode tirar
A gestão de rigor quando praticada por Verdadeiros Gestores aparece prejudicada nesta modalidade laxista e premeia o Chico - Espertismo de gestão pública e hospitalar
Para quando os orçamentos plurianuais e de base zero
6:54 PM
Texto n.º 24
serra da lua said...
A proteste n.º 55 de junho/55 além de apresentar um gráfico onde se espelha que em Portugal o consumo de antibióticos ( doses diárias / 1000 habitantes)é 270 %superior ( 27 doses contra 10 )faz-se o seguinte comentário : " O consumo de antibióticos no nosso país é um verdadeiro problema de saúde pública. O uso exagerado , desaquado ou incorrecto de antibióticos leva a qua as bactérias criem defesa contra os mesmos. O medicamento perde eficácia e o combate á doença é mais difícil. Por isso , é indispensável que estes medicamentos sejam prescritos apenas quando necessários e tomados de acordo com as prescrições médicas.

Ou seja, sem establecer protocolos de prescrição e alterar o perfil de prescrição médica ( medicamentos e MCDT) não há defice que resista.

Não só não controlamos a despesa como degradamos o capital de saúde dos portugueses, agravando consumos futuros.

A falta de planeamento estratégico e a governação á vista do partido com ciclos políticos ,cada vez mais curtos,puseram o nosso titanic a meter água sem ser preciso um iceberg

O nosso iceberg é o nosso modelo cultural de governação e gestão que servido por políticos de pernas curtas e dos seus gestores de igual dimensão de membros inferiores são parte do problema e não parte da solução

A nossa casa"SNS" está muito desarrumada num Portugal em estado de sítio ( fora do lugar)

Com a ajuda de todos podemos obrigar a tutela a dar os passos certos e seguros para chegar onde outros já chegaram.

Não é preciso inventar nada, só precisamos de encontrar na floresta o trilho que outros já percorreram.

Venham daí. Eles deixaram indícios.

Temos inteligência de sobra, falta acertar agulas com líderes competentes e gente atenta e pró-activa que sabe usar as TIC e os blogs como força de opinião e transperência.

O alarme está a soar.Escuta XAVIER

É urgente rever o modelo de afectação de pessoal, regimes de horários e acabar com as horas ditas " extraordinárias" e outras regalias que se tornaram rotina e se constutiram com "doces" para gerir o clima social dos poderes profissionais corporativos e ajudam a permanências nos lugares de CA incompetentes e pouco transparentes

DESAFIO AO XAVIER e SAUDESA

Gostaria de ver criados ficheiros temáticos para deixar ideias dirigidas a determinados assuntos concretos da rotina e estratégia Hospitalar, por exemplo:

GESTÃO DE PESSOAS
HIGIENE HOSPITALAR
MEDICAMENTOS
MCDT
LOGÍSTICA
CONSTRUÇÃO E OBRAS
NOVOS HOSPITAIS:COMO,PORQUÊ e ONDE?
GESTÃO DE EDIFÍCOS
GESTÃO DE MATERIAIS
GESTÃO ESTRATÉGICA
GESTÃO ENERGÉTICA/ECOGESTÃO
GESTÃO FINANCEIRA
AVALIAÇÃO/MOTIVAÇÃO/FORMAÇÃO/SATISFAÇÃO PROFISSIONAL
GESTÃO INTEGRADA/REDES DE ARTICULAÇÃO INTER- INSTITUCIONAL
ACESSIBILIDADE
GARANTIA DE QUALIDADE
ANIMAÇÃO HOSPITALAR E MUSICOTERAPIA
GESTÃO HOTELEIRA
GESTÃO CLÍNICA
EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE
GESTÃO E PERFORMANCE DE EQUIPAMENTOS
HOSPITAL EXEMPLO/PROMOTOR DE SAÚDE
AVALIAÇÃO DE RESULTADOS
PLANO E RELATÓRIO DE ACTIVIDADES
SATISFAÇÃO DAS PESSOAS / CIDADÃOS
HSOPITAL/MEDIA/RELAÇÕES PÚBLICAS
INDICADORES DE RENDIMENTO

Com abertura destas áreas temáticaS e/ou outras seria possível recolher muita informação oriunda de diversas organizações e diferentes grupos profissionais ( registo de boas prática e más práticas)que constituiriam uma base de informação capaz de tornar obrigatório, por parte da tutela e de muitos dirigentes, a navegação neste blog e dar-lhe a força que ele merece e o SNS precisa.

NA ERA DO CONHECIMENTO SÓ A RESPONSABILIDADE E A TRANSPARÊNCIA NOS PODE SALVAR

Parabéns, mais uma vez.
Agradeço o trabalho dos Xavier e de todos os que passam mensagens